A Gigante Assa Abloy Compra Controle da Papaiz e da Udinese

Ola pessoal!
Primeiramente quero desejar um ótimo ano para todos os conhecidos, desconhecidos, clientes, amigos e familiares.
Hoje retornei das minhas férias, e já vamos começar o ano com uma grande notícia; abaixo texto publicado pelo Estadão no final do ano passado, para quem já viu ou ouviu, é isso mesmo, estou de chefe novo, abaixo mais detalhes sobre a aquisição:

A multinacional Assa Abloy, resultado da fusão entre a sueca Assa com a finlandesa Abloy, adquiriu o controle de duas das cinco empresas do Grupo Papaiz: a Papaiz, que produz cadeados e fechaduras, e a Udinese, focada em componentes para esquadrias de alumínio. O valor
do negócio não foi divulgado. Em entrevista ao Estado, o presidente da Assa Abloy no Brasil, Luis Augusto Barcelos Barbosa, afirmou que, com essa operação, a múlti tornou­se líder absoluta nesse segmento no País.
Com o negócio, o Grupo Papaiz concentrará sua gestão nas áreas imobiliária (com a Cicap), agropastoril (com a Veredas do Arrojado) e de comércio exterior (com a Papaiz Trading Ásia e Canadá).
A Assa Abloy, que tem um faturamento global de cerca de US$ 8 bilhões, entrou no Brasil em 2000, com a compra da empresa La Fonte, que chegou a pertencer à família Jereissati e depois foi vendida para o grupo inglês Williams. “A Assa Abloy se define como uma empresa de soluções para abertura de portas e sua estratégia de expansão é feita por meio de aquisições”, disse Barbosa. Em 2014, a multinacional avançou no mercado doméstico com a compra da empresa Silvana, de Campina Grande (PB), que atua no segmento de fechaduras e cadeados e tem forte participação nas regiões Norte de Nordeste do País, e da companhia paulista Metalika (que faz porta cortafogo). Neste mês, fez três importantes aquisições para se tornar líder nesse segmento no Brasil. No início de dezembro, fechou a compra da Vault, empresa que produz sistema de segurança, como portas blindadas e guaritas, além de software, a multinacional fechou na semana passada a compra das
duas empresas do Grupo Papaiz.
Até então, a líder nesse segmento de cadeados e fechaduras era a empresa Stam, do Rio de Janeiro, afirmou Barbosa. Multinacional compra o controle da Papaiz e da Udinese. As negociações entre a Assa Abloy e a Papaiz foram demoradas. “Não entramos no Brasil porque o País está barato e o dólar valorizado deu essa vantagem. Negociamos com a família Papaiz há pelo menos cinco anos”, disse. A Inspire Capital foi a assessora financeira da família nessa operação.
A meta da companhia é fazer mais aquisições no Brasil. “Como o mercado é pulverizado, temos oportunidades para avançar nesse segmento e trazer para o Brasil produtos de alta tecnologia”, disse o executivo. “No caso do segmento de esquadrias, no qual a Udinese atua, há muito espaço para avançar. No de cadeados e fechaduras, há uma infinidade de produtos, como fechaduras digitais e controladores de acesso que podem avançar no mercado brasileiro.”
A Assa Abloy, que se fundiu em 1994 e tinha um faturamento de US$ 500 milhões e 4 mil funcionários, agora é uma gigante líder global, com 45 mil trabalhadores. No Brasil, passa a ter seis fábricas e entre 2 mil e 2,5 mil funcionários. “As duas empresas (Assa e Abloy) atuavam de forma independente antes da fusão e sempre cresceram por aquisições. Não vai ser diferente no Brasil.”

Fonte: Estadão